quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sobre Manifestações & Protestos, Violência & Clubismos

Esta pauta, praticamente um dossiê, visa apresentar uma discussão sobre o momento que vivemos: Guetos separam opiniões políticas em antros herméticos tal qual um Flá-Flu ou outro crássico qualquer.

Pois bem, de acordo com nossos princípios dipromáticos, estamos aqui para analisar todos os lados dos factos, e isso só é possível com o diálogo entre as partes. Como já registrado nos TVs Teóricos, estivemos presente na USP Butantã para a palestra acerca da história política do Santos FC:

Além de resgatar momentos ímpares do glorioso alvinegro praiano e de ser o 1º momento na história que torcidas organizadas não apenas estavam presentes mas também falaram no microfone uspiano, o encontro teve o intuito de convidar os presentes para a manifestação contra o golpe para o dia seguinte. Mas acontece que, como este vínculo não foi obrigatório (participar do debate e ir à passeata), no dia seguinte em questão havia o jogo do Peixe, o qual contou com as faixas da torcida Punk Santista - além deste humilde dipromata e do nobre Lula Corsário:

É fato que não apenas a Sangue Jovem e a Punk Santista estão mobilizadas para além das 4 linhas do gramado. A Torcida Jovem também segue… 

… a mesma linha da Gaviões da Fiel e Pavilhão, torcidas do alvinegro de Itaquera:

Isso não foi um feito inédito: como dito na palestra peixeira, durante a ditadura militar Santos e Corinthians protagonizaram as mesmas faixas em suas arquibancadas.

Talvez parte da explicação para isso esteja também no fato de que o ícone do período de lutas - Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira - foi um dos maiores ídolos corintianos e, no final de sua carreira como atleta, jogou também no clube se seu coração:

Saindo das arquibancadas para as manifestações - a favor ou contra o impeachment - nós também estivemos presentes e temos em nosso corpo de dipromatas opiniões distintas. O querido Lion Man crê que a retirada do actual governo é questão de ordem:

E ele tem o direito sagrado de sua própria opinião, bem como nosso outro dipromata Zé Carlos, que esteve presente nas manifetações contrárias ao Lion Man e ao golpe:
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Não apenas eles estiveram envolvidos nos momentos acima: eu mesmo, durante o último domingo, acompanhei o nobre embaixador Wld Salomão em um passeio pela av. Paulista e, nessas, passamos pela FIESP/Vão do MASP. Outros embaixadores também foram aqui registrados em suas opiniões distintas:

Mas confesso: os argumentos dos mais exaltados nunca me causou simpatia, necessito do diálogo com todas as partes e, seguindo estes valores, compareci ontem na 2ª palestra na mesma FFLCH-USP (desta vez enaltecendo a democracia corintiana).

O evento ainda contou com as ilustres presenças da viúva do Magrão, Kátia Bagnarelli… 

… e também com a diretoria da Gaviões da Fiel:

Contou ainda com torcedores de outras agremiações e demais pensadores num momento muito especial:
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Após apresentar aqui diversos pontos desde o início do processo político que vivemos, volto a reforçar que ambos os lados tem suas razões e seus estúpidos intolerantes. E nenhum processo democrático ocorre se algum destes personagens não forem ouvidos. Reforço também que, na minha opinião pessoal (e não pretendo ser em momento algum o arrogante que acredita possuir a verdade universal) quem cometeu crimes deve ser punido e preso, sejam políticos corruptos ou assassinos violentos disfarçados de pseudo-torcedores. Entretanto nenhum fim justifica-se por quaisquer meios, o que faz sempre fundamental uma investigação correta e isenta de interesses que fujam aos princípios da justiça e da lei.
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Ainda sobre a violência entre torcidas, corroboro com a opinião da diretoria da Gaviões da Fiel: os criminosos devem ser cobrados, mas a generalização é burra e atende aos interesses de quem ama os lucros que o futebol moderno tenta extorquir dos apaixonados por suas agremiações. As Torcidas Organizadas são como qualquer setor da sociedade, tem seus corretos e tem também seus errados. Mas são as principais questionadoras da fortuna gerada com o fim das tradicionais arquibancadas. Então deve-se pensar se também a força policial - que deveria estrategicamente conter os ânimos - foi realmente eficaz. Não sendo, e sendo seu patrão um dos alvos das críticas que as mesmas TO's bradam ("Cadê o Ladrão de Merenda", "Ladrão, devolve o futebol do Povão", entre outras), o mínimo que se espera é que os verdadeiros responsáveis pelas mortes sejam condenados e presos. Proibir torcida visitante nunca resolveu, nem aqui nem na Inglaterra (no combate aos Hooligans) ou qualquer outro país que tentou isso. Prejudica genericamente a todos, menos aqueles que continuam brigando (geralmente mais fora dos estádios que neles). 

PARA DE PORRADA
O NEGÓCIO É MAIS QUE AMOR
É RESPEITO!

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